sábado, 30 de janeiro de 2016

Privacidade.


A tal privacidade que simplesmente parece que não temos mais, pois vivemos na época do "Big Brother" de George Orwell em sua obra 1984, que interessantemente foi escrita em 1948 (coisa curiosa), é na verdade uma virtude, uma qualidade, um bem a ser perseguido.

As pessoas não "têm de" saber de tudo a nosso respeito, nossos gostos, nossas opiniões sobre todas as coisas. Por vários motivos.
Um deles é simples, não têm de saber nossa opinião simplesmente porque não se importam.
Outro seria porque, além de não se importarem, muito provavelmente irão fazer pouco caso.
Ou seja, nossa opinião deve ser partilhada com quem se importa conosco - nossa família e nossos melhores amigos.

Ninguém mais.
Simples assim.

Até acho interessante essa tal de "rede social", mas ela serve para você dar um "bisbilhotada" na vida alheia e no mais é vitrine mesmo, onde as pessoas postam coisas para passar um ideia bem romantizada e glamorizada de sua vida, que não costuma ser muito diferente da vida de quem quer que seja.

Nós estamos apenas nos perdendo. Apenas nos "distraindo". Ninguém mais tem tempo para coisas importantes - por exemplo, ler um livro.
O hábito da leitura nos leva ao conhecimento, à reflexão, à interiorização, ao autoconhecimento.
Estamos perdendo a paz, o silêncio que acalma e conforta.
Estamos perdendo nossa vida.

Uma pena, pois ela passa muito rápido e cada vez a vivemos menos.

Bom seria se fosse iniciado um movimento de retorno à privacidade, à intimidade, às relações profundas e verdadeiras, mas nessa fase da civilização como a conhecemos - e que construímos - isso tornou-se uma utopia.

Felizes os que viveram antes da era da word wide web.

Cada um sofria suas dores e dividia sua alegria com aquele seleto grupo de família e amigos próximos, e a vida exposta era "privilégio" apenas de celebridades.

Por óbvio que a rede, a internet, é algo fantástico, mas, a maioria de nós banalizou essa super-exposição.

Muitos nem percebem o perigo de tanta exposição, colocando seus filhos ao alcance de pessoas nada confiáveis - tantas histórias de crimes nos jornais policiais que foram praticados por meio da rede, com o auxílio dela, e nela propriamente.

É importante repensarmos tudo isso e, principalmente alertar as crianças para que não se tornem a próxima vítima.


É isso.

2 comentários:

  1. Refletindo nesse tema, me lembro do Instagram, onde tudo é belo, todos são sarados, ricos, felizes e viajados.

    É por isso que não tenho mais há muito tempo, rsrsrs. Sou um homem sem passaporte!!

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  2. Bom dia, meu caro Joe! Pois é! O Instagram é o app que mostra todos sarados, em lugares paradisíacos, como se vivessem num comercial de perfume francês. #SQN... kkkkk. Bem vindo ao clube dos sem-passaporte, sem glamour, enfim, ao clube dos "normais"...(em tempo: suspenderam minha conta do TT, é mole?)

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